domingo, 27 de maio de 2012

Contextualizando a Mudança: DA TEORIA À PRÁTICA


Curso Ensinando e Aprendendo com as TIC’s
Unidade 3 – CURRÍCULO, PROJETOS E TECNOLOGIAS
Cursista: Alberto Romero Pininga
Atividade: 3_1
Tutora: Elis Regina de Paula
CONTEXTUALIZANDO A MUDANÇA: DA TEORIA À PRÁTICA
Dificilmente conseguimos obter uma resposta livre de tendências pessoais para uma pergunta feitas por nós mesmos; em primeiro lugar porque respondemos segundo nossos próprios conceitos do que é bom ou ruim; logo, se julgamos a nos mesmos dificilmente o julgamento é imparcial; e é parcial, porque mesmo reconhecendo nossos “defeitos”, ainda assim sobrepomos nossas qualidades, “e no fritar dos ovos”, segundo nosso julgamento: SOMOS BONS.
Esta introdução se faz necessária para bem responder às perguntas do fórum; com certeza desenvolvo uma prática dialógica com meus alunos, se não fosse assim, não conseguiria sequer expor o conteúdo na sala de aula; ouço as idéias dos alunos, tento esclarecer suas dúvidas e também promover assuntos que despertem a curiosidade.
Todo o parágrafo acima é fundamentado nos meus próprios conceitos, mas, também reconheço que o grande desafio esta justamente no fato de mudar paradigmas; ora fui ensinado em um ambiente completamente diferente do que vivencio hoje; lá pela década de 70, eu na condição de aluno, tinha no professor o senhor absoluto do conhecimento, e eu, era um pote vazio que dependia daquela professora para minha formação, precisava que ela transmitisse todo conhecimento possível para minha continuidade como pessoa; ledo engano e hoje o profissional docente, se configura como mediador do conhecimento, estabelecendo uma liberdade ao aluno poder crescer (ou não).
Na verdade tento me transformar definitivamente no mediador, pois, acredito que ainda vivemos a transição do professor detentor do conhecimento para o professor mediador; esse fato é rotineiramente colocado nos corredores de escola, nas conversas dos pais de alunos e ainda encontramos alunos que têm no professor o detentor do conhecimento, mesmo porque esse rótulo satisfaz nosso ego, “o detentor do conhecimento, dono da verdade”.
Uma das estratégias que uso para estabelecer um ambiente livre para expressão, é por vezes não fazer a pergunta sobre determinado assunto discutido, mas ao contrário propor que um aluno faça a pergunta, deixando que a resposta seja dada de forma livre, mesmo porque nesse momento a rigidez na resposta certa é um mero detalhe; tenho obtido um resultado satisfatório, pois na avaliação (prova) tenho verificado uma melhor expressividade na resolução dos problemas propostos, ainda como resultado positivo, verifico uma variedade de possibilidades apresentadas pelos alunos nas resoluções; o que evidentemente é um grande avanço na disciplina de matemática, onde normalmente os resultados são vedados a um padrão rígido.
As tecnologias estão sendo inseridas de acordo com a capacidade de trabalho individual; conforme se utiliza as ferramentas tecnológicas e virtuais, aumenta-se a capacidade de desenvolver uma numero cada vez maior de tarefas em um tempo cada vez menor, numa rotina inversamente proporcional. O computador, os software(s) e a internet são recursos essenciais para a prática dialógica com os alunos, afinal de contas, por vezes tenho a impressão que esses equipamento tecnológicos, foram projetados para essa geração, pois a interação e habilidade no uso, sem contar com os autodidatas natos,  me surpreendem a cada dia.


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