Curso
Ensinando e Aprendendo com as TIC’s
Unidade
3 – CURRÍCULO, PROJETOS E TECNOLOGIAS
Cursista:
Alberto Romero Pininga
Atividade:
3_1
Tutora:
Elis Regina de Paula
CONTEXTUALIZANDO
A MUDANÇA: DA TEORIA À PRÁTICA
Dificilmente
conseguimos obter uma resposta livre de tendências pessoais para uma pergunta
feitas por nós mesmos; em primeiro lugar porque respondemos segundo nossos
próprios conceitos do que é bom ou ruim; logo, se julgamos a nos mesmos
dificilmente o julgamento é imparcial; e é parcial, porque mesmo reconhecendo
nossos “defeitos”, ainda assim sobrepomos nossas qualidades, “e no fritar dos ovos”, segundo nosso
julgamento: SOMOS BONS.
Esta
introdução se faz necessária para bem responder às perguntas do fórum; com
certeza desenvolvo uma prática dialógica com meus alunos, se não fosse assim,
não conseguiria sequer expor o conteúdo na sala de aula; ouço as idéias dos
alunos, tento esclarecer suas dúvidas e também promover assuntos que despertem
a curiosidade.
Todo
o parágrafo acima é fundamentado nos meus próprios conceitos, mas, também
reconheço que o grande desafio esta justamente no fato de mudar paradigmas; ora
fui ensinado em um ambiente completamente diferente do que vivencio hoje; lá
pela década de 70, eu na condição de aluno, tinha no professor o senhor
absoluto do conhecimento, e eu, era um pote vazio que dependia daquela
professora para minha formação, precisava que ela transmitisse todo
conhecimento possível para minha continuidade como pessoa; ledo engano e hoje o
profissional docente, se configura como mediador do conhecimento, estabelecendo
uma liberdade ao aluno poder crescer (ou não).
Na
verdade tento me transformar definitivamente no mediador, pois, acredito que
ainda vivemos a transição do professor detentor do conhecimento para o professor
mediador; esse fato é rotineiramente colocado nos corredores de escola, nas
conversas dos pais de alunos e ainda encontramos alunos que têm no professor o
detentor do conhecimento, mesmo porque esse rótulo satisfaz nosso ego, “o
detentor do conhecimento, dono da verdade”.
Uma
das estratégias que uso para estabelecer um ambiente livre para expressão, é
por vezes não fazer a pergunta sobre determinado assunto discutido, mas ao
contrário propor que um aluno faça a pergunta, deixando que a resposta seja dada
de forma livre, mesmo porque nesse momento a rigidez na resposta certa é um
mero detalhe; tenho obtido um resultado satisfatório, pois na avaliação (prova)
tenho verificado uma melhor expressividade na resolução dos problemas
propostos, ainda como resultado positivo, verifico uma variedade de
possibilidades apresentadas pelos alunos nas resoluções; o que evidentemente é
um grande avanço na disciplina de matemática, onde normalmente os resultados
são vedados a um padrão rígido.
As
tecnologias estão sendo inseridas de acordo com a capacidade de trabalho
individual; conforme se utiliza as ferramentas tecnológicas e virtuais,
aumenta-se a capacidade de desenvolver uma numero cada vez maior de tarefas em
um tempo cada vez menor, numa rotina inversamente proporcional. O computador,
os software(s) e a internet são recursos essenciais para a prática dialógica
com os alunos, afinal de contas, por vezes tenho a impressão que esses
equipamento tecnológicos, foram projetados para essa geração, pois a interação
e habilidade no uso, sem contar com os autodidatas natos, me surpreendem a cada dia.